O mundo está a vivenciar uma confrontação com a inteligência artificial. Para alguns, é uma ameaça; para outros, uma esperança. Pessoalmente, vejo nisso um risco de perder a profundidade da vida, o calor e a alma - de acabar num mundo estéril, desprovido de calor e significado.
Já estamos rodeados de consultores artificiais, serviços automatizados, algoritmos que nos confinam e nos limitam a modelos. E cada vez mais frequentemente neste fluxo, algo essencial se perde - o contacto da alma, a sensação de presença, o calor humano.
A criatividade é uma tentativa de o preservar. De recuperar o sentido da realidade, do conforto e do significado.